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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

AMOR, ENIGMAS E FILOSOFIAS - A 1.ª AVENTURA DOS "SETES"


Uma história de amor e mistérios, quando, pela primeira vez os "SETES" descobriram que "existem mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia" no dizer de Shakespeare. Uma jornada bizarra ao mundo espiritual onde histórias de amor se confundem com pactos demoníacos e a busca pela juventude eterna.

Leia a seguir o PRÓLOGO do romance, para ter uma idéia do que vem pela frente.

PRÓLOGO

Cidade do Cairo, Egito, 1977.

Dentro de uma enorme sala, de forma oval, ao redor de uma comprida mesa, estavam 18 pessoas, portando capuzes e vestes vermelhas. No centro das vestes, e também sobre a mesa, havia um círculo branco,com o desenho de um escorpião dourado. Em cada capuz havia um círculo branco com um número em vermelho. Sentado numa cadeira diferente das outras, um dos encapuzados (o de número 1) que parecia ser o chefe naquela reunião, levantou-se e disse:
- Meus irmãos, quero dar as boas vindas a todos. Antes de discutirmos o assunto de hoje vamos ouvir os relatórios. Que se apresente o irmão Número 2.
O encapuzado chamado de Número 2, levantou-se e disse inicialmente:
- O infiel Douglas Malik foi enviado para o reino de Anúbis.

*******

Durante algum tempo, o Número 2 relata, cuidadosamente o desenrolar da missão sob sua responsabilidade. No final, o “Número 1” faz um agradecimento e um elogio. Logo em seguida, vários outros encapuzados fazem seus relatos. Cerca de meia hora depois, o Número 1 dá por encerrada a apresentação dos relatórios e apresenta uma nova pauta na reunião.
- Irmãos, hoje o irmão Número 7 receberá sua primeira missão. Como todos sabem, o ocupante do capuz número 7 morreu de forma trágica recentemente e de acordo com nossa Lei o herdeiro mais próximo deve ocupar o lugar do falecido. Ele já cumpriu e passou em todos os rituais de iniciação no mês passado, e hoje receberá sua primeira missão – O Número 1 aponta para o Número 7 e ordena – irmão, pode abrir o envelope.
O Número 7 apanha o envelope ao seu lado e abre. Enquanto examina a foto e as informações constantes num papel vermelho, ouve as palavras do Número 1:
- Você fará uma longa viagem ao Ocidente. Sua missão será realizada numa cidade chamada Porto Alegre, no Brasil. Nesse envelope está o rosto daquele que deve morrer.

*******

Porto Alegre, Brasil, duas semanas depois.
Jamal Kandahar, um jovem egípcio, professor de Arqueologia e História do Médio Oriente, está participando de uma conferência há dois dias. Há cientistas, professores, jornalistas e estudantes de várias partes do mundo. É uma conferência importantíssima sobre as mais recentes descobertas arqueológicas da Mesopotâmia e Egito. Um dos palestrantes é o famoso professor americano Victor Santinni, que reside há cinco anos no Brasil, e leciona História na mais tradicional Universidade de Porto Alegre.

Jamal estava tenso, muito tenso. Cuidadosamente, abriu sua maleta e ficou alguns segundos examinando a foto que levava consigo. Ele estava ali para matar Victor Santinni. Não sabia a razão, mas por algum motivo, o professor Santinni tinha ficado na mira da Ordem dos Escorpiões, uma sociedade tão secreta, que nenhum historiador ocidental jamais tinha ouvido falar. Essa sociedade possuía laços de união com outras sociedades secretas, mas era temida por todas as outras. Um dos seus objetivos era recuperar todos os tesouros egípcios saqueados por arqueólogos e caçadores ao longo dos séculos. Mas seu objetivo final era restaurar a milenar monarquia egípcia, e colocar o Egito novamente como o único Império da Terra. É claro que, para alcançar tais objetivos, os Escorpiões estavam dispostos a tudo. Qualquer historiador ou cientista que eles considerassem um empecilho, seria tirado do caminho. E sua forma de matar era inusitada: um escorpião venenoso!

Durante um intervalo, Jamal passeava pelos corredores da Universidade que estava sediando a conferência. Naquele momento, um grupo de estudantes discutia sobre os mistérios da mitologia egípcia, e um deles pronunciou a palavra “escorpião”. Foi como uma agulhada no peito de Jamal. Ele se aproximou, curioso e ficou atônito ao ver uma bela moça sorridente e de lindos olhos verdes e brilhantes, que parecia estar dominando a conversa.

- Sou fascinada pela cultura egípcia e meu grande sonho é visitar o Egito um dia. Tenho certeza de que em alguma biblioteca egípcia haverá algo sobre essa sociedade dos Escorpiões.
- Onde você leu sobre isso? – Perguntou um jovem ruivo, que estava na frente de Jamal.
- Quando estive nos Estados Unidos no ano passado, encontrei um professor de Egiptologia, que sabia muitas coisas. Enquanto pesquisava numa biblioteca americana, tive a oportunidade de me aproximar dele e fazer algumas perguntas. E foi assim, que, quase sussurrando, e olhando para todos os lados, desconfiado, ele me falou que um parente seu havia lhe contado sobre essa secretíssima sociedade de assassinos.
“Parece que não é mais tão secreta assim” Pensou Jamal, com os olhos fixos na moça, como se estivesse hipnotizado.
- Oi, você é egípcio? – Ela perguntou de repente, olhando para Jamal, que ainda mais atônito ficou, e tentou não tremer nas bases.
- Co - como disse?
- Se eu não me engano, sua fisionomia é de um egípcio bem natural – disse ela, aproximando-se. Muito prazer, eu sou Agnes Hannah.
- Você conhece bem os egípcios – disse Jamal, tentando controlar suas emoções e apertando a mão da moça – meu nome é Jamal Kandahar, professor de Arqueologia e História do Médio Oriente.
-Puxa vida! Quanta honra – disse a moça.

*******

Enquanto tomava banho, Jamal não conseguia pensar em outra coisa. Durante mais de uma hora, ele havia conversado com Agnes. Quanto mais conversava com ela, mais ficava fascinado. Era um sentimento estranho e muito bom. Seu coração batia de forma descontrolada. Nunca antes ele havia sentido tal coisa. Na verdade, tinha nascido e crescido em meio a tristeza e o ódio. Ainda criança viu sua mãe sendo morta acidentalmente quando tentava barrar o duelo de dois tios que se matavam com agudas espadas mortais. Cresceu vendo parentes sendo mortos a cada instante por causa de disputas religiosas, dentro do misticismo egípcio. Anos mais tarde, pouco depois de concluir seu curso universitário, testemunhou sua casa pegando fogo, matando seu pai e suas duas irmãs. Ao descobrir que seu pai fazia parte de uma sociedade secreta milenar, tentou seguir sua carreira, aceitando o convite da Ordem. Na verdade, ele pretendia se vingar de um tio, a quem culpava pelo incêndio e pela morte do pai. Mas, ao entrar na sociedade, teve que frear seus instintos, ou pelo menos adiar sua vingança, pois a Ordem não permitia vinganças pessoais.
Tudo que seu coração conhecia era ódio, desconfiança e vingança. Mas naquele dia, durante aquela conferência, uma reviravolta estava fazendo todo seu corpo tremer.

*******

É o quarto e último dia da conferência. Hoje ele deve executar sua missão. Há um grande conflito dentro de sua mente. O misterioso sentimento chamado amor havia invadido seu coração e ele só pensava em Agnes, que por sua vez também estava sentindo algo por aquele jovem egípcio. Mas ao mesmo tempo, uma força sinistra o impelia a cumprir a missão que o trouxera ao Brasil. Em seu quarto, ele abre uma maleta e apanha uma pequena garrafa de vidro. Olha bastante tempo para o pequeno escorpião preso. O que fazer agora? Não tinha tempo a perder. A sociedade não tolerava falhas ou hesitação.

Cheio de conflitos, Jamal consegue entrar no quarto do professor Santinni, enquanto este começava sua palestra. Calmamente, retira o escorpião da garrafa e o esconde dentro da mala do velho professor. Sai rapidamente do quarto e vai assistir o restante da palestra.

Procura Agnes com o olhar e sorri ao vê-la bem na frente, bastante atenta às palavras do professor. Tenta se aproximar dela, mas todas as cadeiras da frente já estavam ocupadas. Algum tempo depois, Victor Santinni pede desculpas aos conferencistas e, olhando para Agnes, faz um pedido:
- Filha, você poderia apanhar aquele documento sobre Hieróglifos que digitei ontem à noite? Infelizmente esqueci de trazê-los hoje. Está na minha maleta, no lugar de sempre.
Agnes se levanta, e Jamal tem um choque.
“Filha? Não é possível!” – Pensa ele, bastante atônito. Ele corre desesperado para impedir uma tragédia. Dentro do seu coração há um turbilhão de emoções, dominadas pelo desespero. Agnes estava muito mais próxima do quarto do que ele. Inocentemente, ela entra no quarto e abre a maleta do pai. Lá dentro, o pequeno assassino preparava seu aguilhão mortal.

*******

Jamal escancara a porta. Há um silêncio de morte dentro do quarto. Agnes Hannah está estendida no chão, enquanto o pequeno e diabólico escorpião passeia sobre seu braço direito, como se nada tivesse acontecido. Jamal joga-se ao chão, em prantos, desesperado.

Para baixar este ou os outros romances, acesse os links indicados nas postagens anteriores.

Um comentário:

  1. Olá!

    Comecei a ler o livro esta semana. Estou achando muito interessantes essas "coicidências" e a história também. É intrigante, quero logo conhecer o desfecho, ver como as coisas vão se interligar e etc.

    Bom fim de semana

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