O BÁSICO PARA VOCÊ ENTENDER O ARQUIVO 7

O BÁSICO PARA VOCÊ ENTENDER O ARQUIVO 7
Tudo que você precisa saber para entender a principal linha de investigação do Arquivo7 - O BÁSICO SOBRE MATEMÁTICA BÍBLICA, SEGUNDO A TESE ARQUIVO 7.

sábado, 28 de dezembro de 2019

A POLÍTICA BRASILEIRA COMO DEMONSTRAÇÃO DO PADRÃO DO JUÍZO DIVINO SOBRE AS NAÇÕES



A SITUAÇÃO POLÍTICA DO BRASIL SOB A LENTE DAS PROFECIAS BÍBLICAS

Que pessoas não cristãs desconheçam os padrões e princípios do julgamento de Deus (expressados claramente na Bíblia) é, até certo ponto, aceitável ou justificado. Agora é imperdoável encontrarmos essa ignorância entre aqueles que se intitulam “povo de Deus”.

Quando, durante a campanha eleitoral no Brasil em 2018, publiquei alguns textos prevendo a vitória de um candidato e a derrota de outro, não o fiz por questões de simpatia ou antipatia pessoal, e não recebi nenhuma revelação sobrenatural. Simplesmente apliquei corretamente os princípios dos julgamentos de Deus sobre as nações. Que posso resumir nos seguintes pontos:

1 – Deus julga um governo (ou reino) tendo como base o tratamento deste em relação a Israel (uma leitura, ainda que superficial na Bíblia, especialmente nos profetas, deixa isso bem evidente).

DEUS PROMETEU AOS DESCENDENTES DE ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ:

“Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; ”
(Gênesis 12.3)

“...sejam malditos os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.”
(Gênesis 27.29)

“É Deus que os vem tirando do Egito; as suas forças são como as do boi selvagem; ele devorará as nações, seus adversários, lhes quebrará os ossos, e com as suas setas os atravessará. Agachou-se, deitou-se como leão, e como leoa; quem o despertará? BENDITOS OS QUE TE ABENÇOAREM, E MALDITOS OS QUE TE AMALDIÇOAREM.” (Números 24.8,9)

“E Deus disse a Balaão: Não irás com eles; NÃO AMALDIÇOARÁS A ESTE POVO [ISRAEL], PORQUANTO É BENDITO.” (Números 22.12)

“Achou-o numa terra deserta, e num erma de solidão e horrendos uivos; cercou-o de proteção; cuidou dele, GUARDANDO-O [A ISRAEL] COMO A MENINA DO SEU OLHO.” (Deuteronômio 32.10)

“Pois assim diz o Senhor dos exércitos: Para obter a glória ele me enviou às nações que vos despojaram; PORQUE AQUELE QUE TOCAR EM VÓS [ISRAEL] TOCA NA MENINA DO SEU OLHO.” (Zacarias 2.8)

2 – Para executar o juízo sobre alguém, Deus pode usar (e geralmente usa) até pessoas ímpias ou que ainda não O conhecem como Deus (Nabucodonosor, Ciro, Dario, etc.);

“E agora eu entreguei todas estas terras na mão de NABUCODONOSOR, REI DE BABILÔNIA, MEU SERVO; e ainda até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam”. (Jeremias 27:6)

“ASSIM diz o Senhor AO SEU UNGIDO, A CIRO, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão.” (Isaías 45:1)

3 – Os juízos divinos podem ser adiados (ou até suspensos), dependendo da atitude ou arrependimento de uma nação.

“Se em qualquer tempo eu falar acerca duma nação, e acerca dum reino, para arrancar, para derribar e para destruir, E SE AQUELA NAÇÃO, CONTRA A QUAL FALAR, SE CONVERTER DA SUA MALDADE, TAMBÉM EU ME ARREPENDEREI DO MAL QUE INTENTAVA FAZER-LHE. E se em qualquer tempo eu falar acerca duma nação e acerca dum reino, para edificar e para plantar, se ela fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então me arrependerei do bem que lhe intentava fazer. (Jeremias 18.7-10)

Portanto, senhoras e senhores, os seguintes fatos são claros e incontestáveis:

1 – Os líderes petistas, quando estavam no poder, se colocaram contra Israel sempre que puderam e, claramente, apoiaram aqueles que juraram exterminar Israel (temos farta documentação provando isso – por exemplo, o capítulo 161 da Enciclopédia Arquivo7, intitulado: “BRASÍLIA, FLERTANDO COM A MALDIÇÃO”);

2 – Esses líderes petistas foram favoráveis a DIVISÃO DA TERRA DE ISRAEL (condenada por Deus em Joel 3), e com essa política atraíram sobre si a maldição divina.

DEUS PROMETE CASTIGAR TODOS AQUELES QUE DIVIDIREM A TERRA DE ISRAEL

“Pois eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que eu restaurar os exilados de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá; e ali COM ELAS ENTRAREI EM JUÍZO, POR CAUSA DO MEU POVO, E DA MINHA HERANÇA, ISRAEL, A QUEM ELAS ESPALHARAM POR ENTRE AS NAÇÕES; REPARTIRAM A MINHA TERRA, e lançaram sortes sobre o meu povo;...” (Joel 3.1-3)

3 – Se Deus existe e a Bíblia é a Sua Palavra, Ele, cedo ou tarde, executará os juízos prometidos a quem trabalha pela destruição de Israel (e os líderes petistas fizeram isso, item 1).

“Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar; porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida, e de todo não te terei por inocente. (...) POR ISSO TODOS OS QUE TE DEVORAM SERÃO DEVORADOS; e todos os teus adversários irão, todos eles, para o cativeiro; e os que te roubam serão roubados, e a todos os que te despojam entregarei ao saque”. (Jeremias 30.11,16)

“Ó DEUS, não estejas em silêncio; não te cales, nem te aquietes, ó Deus, Porque eis que teus inimigos fazem tumulto, e os que te odeiam levantaram a cabeça. Tomaram astuto conselho contra o teu povo, e consultaram contra os teus escondidos. DISSERAM: VINDE, E DESARRAIGUEMO-LOS PARA QUE NÃO SEJAM NAÇÃO, NEM HAJA MAIS MEMÓRIA DO NOME DE ISRAEL. Porque consultaram juntos e unânimes; eles se unem contra ti: (...) Faze-lhes como aos midianitas; como a Sísera, como a Jabim na ribeira de Quisom; (...) Confundam-se e assombrem-se perpetuamente; envergonhem-se, e pereçam, Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra.” (Salmo 83).

“Naquele dia FAREI DE JERUSALÉM UMA PEDRA PESADA para todos os povos; TODOS OS QUE A ERGUEREM, SERÃO GRAVEMENTE FERIDOS. E ajuntar-se-ão contra ela todas as nações da terra... E naquele dia, TRATAREI DE DESTRUIR TODAS AS NAÇÕES QUE VIEREM CONTRA JERUSALÉM.” (Zacarias 12.3,9)

4 – Se Deus existe e a Bíblia é a Sua Palavra, Ele, cedo ou tarde, executará os juízos prometidos contra os governos que tentarem DIVIDIR A TERRA DE ISRAEL (e os líderes petistas fizeram isso, item 2).

5 – Deus usa quem Ele quiser para executar seus juízos (e isso, obviamente, não faz do seu “instrumento” um santo).

No passado, Deus usou a ímpia Babilônia para castigar o Seu próprio povo Israel; usou os ímpios medos e persas para castigarem os ímpios babilônios; usou os ímpios gregos para castigarem os ímpios medos e persas; usou os ímpios romanos para castigarem os ímpios gregos, etc.

Portanto, se hoje Deus te usar como instrumento de juízo contra alguém, não se alegre com isso (e nem se sinta superior). Se você cometer os mesmos erros, o julgamento também virá sobre você, cedo ou tarde. O mais prudente é suplicar pelas misericórdias de Deus e colocar “as barbas de molho”.

6 – O juízo de Deus permanecerá sobre o indivíduo até este se arrepender dos seus pecados – e ainda que o tal se arrependa e Deus o perdoe, contudo, não o livrará das consequências dos seus atos.

7 – No final, não importa o que eu e você pensamos, não importam as nossas opiniões sobre a Bíblia, nossas paixões políticas, de nada vale ou adianta nos revoltarmos contra a Bíblia ou quem a divulga... no final, Deus é Deus, é perfeito em Seus julgamentos, é infalível em seus juízos... e você só tem duas opções diante disso: ou aceitar (e ser abençoado), ou rejeitar (e sofrer as consequências).

“O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; ESCOLHE, POIS, A VIDA, para que vivas, tu e a tua descendência,...” (Deuteronômio 30.19)

Moacir R. S. Junior – www.arquivo7.com.br - morganne777@hotmail.com


sábado, 21 de dezembro de 2019

A PROFECIA BÍBLICA NO BANCO DOS RÉUS


COMO OS CRÍTICOS TENTAM CONTESTAR AS PROFECIAS BÍBLICAS?

De maneira geral, um cristão, por mais ignorante que seja (no conhecimento teológico), acredita sem pestanejar nas profecias bíblicas. Mas, quando confrontada por um cético inteligente, e toma conhecimento de suas contestações ou alegações, a grande maioria dos cristãos fica perturbada.

Mas, afinal, essas acusações céticas são tão terríveis assim? Vejamos 7 das mais comuns:

1ª ACUSAÇÃO – A LINGUAGEM DA PROFECIA É VAGA

RESPOSTA - Mesmo que existam algumas profecias cuja linguagem é um pouco complexa, a maioria é clara, simples e específica.

Exemplo 1 – O MESSIAS NASCERIA EM BELÉM

“Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” (Miquéias 5.2)

Exemplo 2 – O ANO EXATO DA MORTE DO MESSIAS

 “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Messias, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas [483 anos]; ...E depois de sessenta e duas semanas será morto o Messias,...” (Daniel 9.25,26)

O cálculo é simples!

O Messias morrerá depois de 69 semanas (7 + 62), contadas desde a saída da ordem para a reedificação de Jerusalém. Na profecia, cada dia representa um ano. 69 semanas são, portanto, 483 dias ou 483 anos. Veja os detalhes no capítulo 18 da Enciclopédia Arquivo7, intitulado: “OS SEGREDOS DA AGENDA DE DEUS - Parte 2”.

O fato eletrizante é que: Após 69 semanas de anos (483 anos lunissolares e 476 solares) desde a ordem para a reconstrução de Jerusalém (no ano 445 a.C.), um homem (Jesus de Nazaré) foi seriamente considerado O Messias, foi aclamado em Jerusalém como um rei e foi crucificado (ressuscitando no 3º dia).

Exemplo 3 – O TIPO DE MORTE DO MESSIAS, DESCRITO EM DETALHES 1.000 ANOS ANTES

 “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? por que estás afastado de me auxiliar, e das palavras do meu bramido? (...) Todos os que me vêem zombam de mim, arreganham os beiços e meneiam a cabeça, dizendo: Confiou no Senhor; que ele o livre; que ele o salve, pois que nele tem prazer. (...) Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas. A minha força secou-se como um caco e a língua se me pega ao paladar; tu me puseste no pó da morte. Pois cães me rodeiam; um ajuntamento de malfeitores me cerca; transpassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos. Eles me olham e ficam a mirar-me. Repartem entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançam sortes.” (Salmos 22, versículos 1, 7, 8, 14, 15, 16, 17 e 18)

2ª ACUSAÇÃO – OUTROS LIVROS RELIGIOSOS TÊM PROFECIAS

RESPOSTA - Mesmo que outros livros religiosos (o Alcorão, por exemplo) contenha alguma predição, nenhuma pode ser comprovada como tendo se cumprido historicamente.

Não existe nada, em livro algum, comparado às profecias bíblicas. E isso é um fato.

“Cerca de 30% da Bíblia são dedicados à profecia. Esse fato confirma a importância do que tem se tornado um assunto negligenciado. Em contraste marcante, a profecia está completamente ausente no Corão, nos Vedas hindus, no Baghavad Gita, no Ramayana, nas palavras de Buda e Confúcio, no Livro de Mórmon, ou quaisquer outros escritos das religiões mundiais.” (Dave Hunt)

3ª ACUSAÇÃO – MÉDIUNS FIZERAM (FAZEM) PREDIÇÕES COMO AS DA BÍBLIA

RESPOSTA - É outra afirmação precipitada. Qualquer médium moderno, famoso por suas profecias (a americana Jeane Dixon, por exemplo) possui um histórico de centenas de profecias não cumpridas, e as que, supostamente, se cumpriram, são vagas ou óbvias.

“Um estudo das profecias feitas por médiuns em 1975 e observadas até 1981 demonstrou que, das 72 predições, apenas 6 se cumpriram de alguma forma. Duas delas eram vagas e duas outras eram pouco surpreendentes — os Estados Unidos e a Rússia continuariam sendo superpotências e não haveria guerras mundiais. The People's Almanac  (1976) fez uma pesquisa das predições de 24 dos maiores médiuns. Os resultados: Do total de 72 predições,  66 (92%) estavam totalmente erradas (Kole, p. 69). A média de precisão de  8% poderia facilmente ser explicada pelo acaso e conhecimento geral das circunstâncias.” (Citado por Norman Geisler, em sua “ENCICLOPÉDIA DE APOLOGÉTICA”, Editora Vida)

Se um médium acerta alguma previsão, torna-se imediatamente uma celebridade, e a mídia passa a impressão de que ele é infalível e que possui um histórico de profecias infalíveis. Quando, na verdade, existem mais erros do que acertos, e quando acerta, é algo vago, óbvio ou não impossível de ser adivinhado.

Já os profetas de Israel... Ou eles acertavam 100% ou eram apedrejados!

* Mais detalhes sobre como, algumas vezes, os médiuns acertam (ou parecem acertar) suas previsões, veja o capítulo 158 da Enciclopédia Arquivo7, intitulado: “OPERAÇÃO STREPAZIL – A AGENDA DO DIABO - Parte 1”.

4ª ACUSAÇÃO – AS PROFECIAS QUE SE CUMPRIRAM, FORAM FEITAS DEPOIS DOS EVENTOS ACONTECEREM

RESPOSTA - Só mesmo um cético desesperado apela para esse tipo de argumento. É fácil provar que todos os livros proféticos do Antigo Testamento já estavam escritos pelo menos 300 anos antes de Jesus nascer. E eles falam de maneira clara sobre a Vida, Ministério, Morte e Ressurreição de Cristo.

Por exemplo, pelo menos uns 250 ou 300 anos antes de Cristo, 72 sábios traduziram todo o Antigo Testamento para o grego, na famosa tradução conhecida como SEPTUAGINTA. E, com a descoberta dos MANUSCRITOS DO MAR MORTO, em 1947, foi provado que muitos livros do Antigo Testamento (contendo profecias sobre Jesus) estavam escritos, pelo menos 100 anos antes de Cristo (como o livro do profeta Isaías, considerado o MAIS MESSIÂNICO DOS PROFETAS).

UM TESTE SIMPLES, MAS MORTAL

Qualquer cético, ateu ou incrédulo radical tem que reconhecer que, antes do século XX, a Bíblia já existia com os mesmos textos que temos hoje.

E, em centenas de profecias, ela diz o que aconteceu com os judeus durante a Segunda Guerra Mundial e depois dela. Na Enciclopédia Arquivo7 temos centenas de estudos sobre isso. Veja, por exemplo, o capítulo 229, intitulado “ISRAEL - UMA PEDRA NO SAPATO DOS INCREDULOS”.

5ª ACUSAÇÃO – OS SUPOSTOS CUMPRIMENTOS SÃO FALSAS INTERPRETAÇÕES DOS TEXTOS

RESPOSTA - Esse tipo de argumento pode funcionar para as profecias de Nostradamus, não para as da Bíblia.

Existe algum mistério ou algo difícil de se entender nos textos abaixo?

“E o Senhor vos espalhará entre todos os povos desde uma extremidade da terra até a outra.” Deuteronômio 28.64

“... e serás espetáculo horrendo a todos os reinos da terra.” Deut 28.25

“E vos tomarei dentre as nações, e vos congregarei de todas as terras, e vos trarei para a vossa terra.” (Ezequiel 36.24)

“... E JERUSALÉM SERÁ PISADA PELOS GENTIOS, ATÉ QUE OS TEMPOS DOS GENTIOS SE COMPLETEM.” (Lucas 21.24)

“Naquele dia os egípcios serão como mulheres, e tremerão e temerão por vibrar o Senhor dos exércitos a sua mão contra eles. E a terra de Judá [ISRAEL] será um espanto para o Egito...” (Isaias 19.16-17)

“E a terra que estava assolada será lavrada, em lugar de ser uma desolação aos olhos de todos os que passavam. E dirão: Esta terra que estava assolada tem-se tornado como jardim do Eden.” (Ezequiel 36.34-35).

“Assim os plantarei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus.”(Amós 9.13-14)

          Todas essas passagens bíblicas (poderíamos citar mais de 100) se cumpriram ou estão se cumprindo na história do moderno povo de Israel (na sua DISPERSÃO, HOLOCAUSTO, RETORNO, GUERRAS PELA SOBREVIVÊNCIA, RESTAURAÇÃO DO DESERTO, NA AGRICULTURA, etc.). Ninguém precisa torcer os textos, basta considerar sua literalidade (na maioria dos casos) e comparar com os eventos relacionados a Israel. Quem for honestamente intelectual perceberá isso.

6ª ACUSAÇÃO – JESUS MANIPULOU OS EVENTOS PARA CUMPRIR AS PROFECIAS SOBRE O MESSIAS

RESPOSTA - Claro! Ele manipulou para que nascesse exatamente em Belém, para ser traído por 30 moedas de prata, para morrer crucificado pelos romanos e para ressuscitar ao 3º dia.

7ª ACUSAÇÃO – APENAS AS PROFECIAS BEM SUCEDIDAS FORAM REGISTRADAS NA BÍBLIA

RESPOSTA - Esse argumento é o famoso “tiro saiu pela culatra”, pois se existem CENTENAS de profecias registradas na Bíblia, isto significa que todas foram bem sucedidas.

E, se existe um número tão grande de profecias bem sucedidas, será que elas não merecem um pouco de consideração?

“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1.20, 21)

Moacir R. S. Junior – morganne777@hotmail.com

sábado, 14 de dezembro de 2019

O ANO EXATO DA RECONQUISTA DE JERUSALÉM POR ISRAEL, EM 1967, FOI PROFETIZADO NA BÍBLIA?



Em um texto publicado recentemente neste site, demonstrei como profecias matemáticas na Bíblia revelam o ano exato da RESTAURAÇÃO POLÍTICA DE ISRAEL, em 1948 – em nossa época!

Uma das coisas que me deixou mais impactado foi descobrir que os mesmos princípios e padrões do juízo de Deus usados na surpreendente profecia das 70 semanas de Daniel, se aplicam na experiência profética de Ezequiel, que revela o tempo em que Israel estaria disperso entre as nações.

1 – Os anos de juízo sobre Judá (40 anos) e Israel (390) juntos perfazem um valor altamente significativo, 430, que foi o mesmo tempo em que Israel viveu no Egito, o tempo entre a Aliança de Deus com Abraão e a Aliança no Monte Sinai;

2 – Em Daniel 9, Deus multiplica os 70 anos do cativeiro por 7, levando a 490 anos;

3 – Em Ezequiel 4, Deus multiplica os 360 anos restantes (430 menos 70) também por 7, levando a 2.520 anos.

E QUANTO A JERUSALÉM?

Uma coisa ignorada por muitos estudiosos é que, nos textos proféticos existe mais de um período de 70 anos relacionado às DESOLAÇÕES DE ISRAEL. Segundo Sir Robert Anderson, em sua monumental obra “O PRÍNCIPE QUE HÁ DE VIR”, existe um período de 70 anos relacionado a SERVIDÃO e outro período de 70 anos chamado de DESOLAÇÕES.

Na verdade, ele disse, textualmente, o seguinte:

“As Escrituras assim distinguem três eras diferentes, todas em parte concorrentes, que vieram a ser chamadas de ‘o cativeiro’. Primeiro, a servidão; segundo, o cativeiro de Jeoiaquim; e terceiro, as desolações. ‘A servidão’ começou no terceiro ano de Jeoiaquim, isto é, em 606 AC, ou antes de primeiro de nisã (abril) de 605 AC, e foi trazida ao fim por um decreto de Ciro setenta anos mais tarde. ‘O cativeiro’ começou no oitavo ano de Nabucodonosor, de acordo com a era de seu reinado nas Escrituras, isto é, é 598 AC; e as desolações começaram em seu sétimo ano, em 589 AC*, e terminaram no segundo ano de Dario Histaspes - novamente um período de setenta anos.”

*Nota: Anderson conta o inicio das desolações de Jerusalém, a partir do seu CERCO, em 589 a.C., mas a data mais traumática para Israel foi 587 a.C., quando sua santa cidade e o Templo foram DESTRUÍDOS.

Em síntese, dois períodos proféticos de 70 anos, sendo:

1 – Um relacionado à TERRA DE ISRAEL (70 anos de SERVIDÃO); e

2 – Um outro período relacionado à CIDADE DE JERUSALÉM (70 anos de DESOLAÇÕES).

Em Daniel 9.2, o profeta está preocupado com os 70 anos das “DESOLAÇÕES DE JERUSALÉM”, não necessariamente com a TERRA DE ISRAEL (embora estejam interligados).

Observem as expressões: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.” (Daniel 9.25)

A ênfase da profecia das 70 semanas está sobre a cidade, não sobre a terra de Israel.

Mas deixando de lado esses detalhes (não conheci, até agora, ninguém que entende melhor sobre esse tema do que Robert Anderson), vamos voltar à questão que intitula este texto:

O ANO EXATO DA RECONQUISTA DE JERUSALÉM POR ISRAEL, EM 1967, FOI PROFETIZADO NA BÍBLIA?

          Os fatos, facilmente provados pela Bíblia e pela História, são:

          1 – Jerusalém foi destruída por Nabucodonosor, rei da Babilônia, no ano 587 a.C.;

          2 – Sua reconstrução começou 70 anos depois, isto é, em 517 a.C.;

          3 – Como provado no artigo anterior sobre este tema, 2.520 anos (do calendário bíblico profético) convertido para o calendário solar (contabilizando-se todos os anos bissextos), é igual a 2.483 anos;

          4 – E, se contarmos 2.483 anos a partir do ano 517 a.C. (isto é, 70 anos após a destruição de Jerusalém), chegaremos, inevitavelmente, ao ano de 1967, na nossa época.

          Qualquer cristão que tiver um pingo de conhecimento sobre profecias bíblicas e Israel sabe: em 1967, durante a famosa e espetacular GUERRA DOS 6 DIAS, Israel, em uma luta suicida contra muitas nações árabe-muçulmanas, RECONQUISTOU JERUSALÉM, após 25 séculos em mãos estrangeiras.

          É algo para estarrecer!

          Usando-se o mesmo padrão e cálculo em dois eventos diferentes (desolações da Terra de Israel e desolações da Cidade de Jerusalém), chegamos, sem sombras de dúvidas, aos anos 1948 e 1967, duas datas importantíssimas. Relacionadas a acontecimentos proféticos intimamente conectados ao chamado FIM DOS TEMPOS!

“Regozijai-vos com Jerusalém, e alegrai-vos por ela, vós todos os que a amais; enchei-vos por ela de alegria, todos os que por ela pranteastes;”
(Isaías 66.10)

E A MATEMÁTICA DA PROFECIA EM RELAÇÃO À SEGUNDA VINDA DE CRISTO?

          É uma pergunta inevitável, uma dúvida razoável. Mas, de acordo com os princípios proféticos explicados no artigo anterior (em relação a Israel, Deus revela tempos calculados, em relação à Igreja, não), NÃO TEMOS BASES SÓLIDAS PARA CONJECTURARMOS UMA DATA FUTURA PARA A SEGUNDA VINDA! Por essa razão, no Arquivo7 não nos preocupamos com isso.

          Explicando melhor: Se a qualquer momento, Israel levantar o III Templo, podemos buscar nas profecias matemáticas (e com certeza iremos encontrar) alguma predição (matematicamente codificada), mostrando a data exata desse evento. Mas, antes do tal acontecer, não podemos saber, pois vivemos na Era da Igreja e tal período foi uma INCÓGNITA para os profetas.

          Gosto de dizer que, em relação aos eventos futuros e a profecia matemática, tenho duas certezas:

          1 – Tenho certeza de que as DATAS EXATAS de TODOS os eventos futuros (apocalípticos) estão CODIFICADAS na Palavra de Deus;

          2 – Mas tenho certeza também que só conheceremos os detalhes dessa matemática profética DEPOIS que as coisas acontecerem. Portanto, nem perco o meu sono me preocupando com isso.

          Alguém poderia questionar: e qual a graça de só sabermos os detalhes dos fatos depois de acontecerem?

          Primeiro, é claro que muitos fatos do futuro estão claramente revelados na Palavra de Deus, pois Ele nos revelou tudo isso não para matar nossa curiosidade, mas para nos preparar e nos dar esperança no porvir;

Segundo, toda guerra possui seus segredos militares (muitas vezes isso é essencial por causa dos inimigos). A guerra em que estamos envolvidos é muito mais terrível. Deus não nos revela a data exata da Volta de Jesus não por causa do Seu povo, mas, com certeza, por causa do inimigo – podemos saber que certas coisas vão acontecer, não exatamente quando;

          Terceiro, na medida em que o tempo avança para o clímax, e os eventos proféticos vão se acelerando (e até se encaixando com a matemática da profecia), Deus fortalece e encoraja a fé do Seu povo, animando-os para a certeza do cumprimento exato e final dos eventos restantes.

          Quando começar, oficialmente, a GRANDE TRIBULAÇÃO (os 7 anos restantes das 70 semanas de Daniel, antes do Retorno de Cristo), então os dentre o povo de Deus que estiverem nela* (debaixo de perseguições terríveis), SABERÃO COM CERTEZA A DATA EXATA DA VOLTA DO SENHOR, pois:

          1 – Desde a assinatura entre o Anticristo com Israel e muitos povos (Daniel 9.27; Isaias 28.15-18, etc.), o mundo terá exatos 7 anos (ou 2.520 dias) até A VOLTA DE JESUS;

          2 – Dentro da Grande Tribulação são citados muitos números: 1.260 dias, 42 meses, 3 anos e meio, 1.290 dias, 1335 dias, etc.

*Sobre essa questão sou Pré-Tribulacionista (isto é, acredito que a Igreja de Jesus será arrebatada ANTES da Grande Tribulação, mas, independente disso, creio também que a análise profético-matemática que faço neste artigo pode ser aproveitada por cristãos Prés, Midis e Pós-Tribulacionistas).

          Por isso concluo parafraseando Lucas 12.37-38:

“Bem-aventurados aqueles servos, aos quais o senhor, quando vier, achar vigiando! ... Quer [Ele] venha na segunda vigília [quer o Arrebatamento seja PRÉ], quer [Ele venha] na terceira [quer o Arrebatamento seja MIDI ou PÓS], bem-aventurados serão eles, se assim os achar.”

Moacir R. S. Junior – morganne777@hotmail.com

sábado, 7 de dezembro de 2019

O ANO EXATO DA RESTAURAÇÃO POLÍTICA DE ISRAEL EM 1948 FOI PROFETIZADO NA BÍBLIA?


Duas das evidências mais estarrecedoras sobre a inspiração sobrenatural da Bíblia são a profecia e a matemática (como temos provado, com centenas de evidências, na Enciclopédia Arquivo7). E quando juntamos profecia com matemática, a coisa se torna ainda mais eletrizante. Profetizar sobre algo com milhares de anos de antecedência é algo humanamente impossível. Agora imagine profetizar até o ano exato de tal evento.

Na verdade, a profecia mais espetacular da Bíblia é a das 70 semanas (Daniel, capítulo 9), que mostra (com 476 anos de antecedência) a DATA EXATA em que Jesus iria aparecer em Israel. A Bíblia conter uma profecia desse tipo já a autentica como divinamente inspirada (pois é fácil provar que ser humano nenhum possui capacidade para tal façanha). Entretanto, o fato chocante é que existem outras profecias dessa categoria na Bíblia. A seguir, vamos estudar mais uma delas.

SEMPRE QUE ISRAEL ERA LEVADO PARA O CATIVEIRO (OU EXPULSO DE SUA TERRA), DEUS MARCAVA A DATA DO SEU RETORNO

Exemplo 1 – Cativeiro no Egito = 400 anos

“Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos; sabe também que eu julgarei a nação a qual ela tem de servir; e depois sairá com muitos bens.” (Gênesis 15.13,14)

Exemplo 2 – Cativeiro na Babilônia = 70 anos

“E toda esta terra virá a ser uma desolação e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos. Acontecerá, porém, que quando se cumprirem os setenta anos, castigarei o rei de Babilônia, e esta nação, diz o Senhor, castigando a sua iniqüidade, e a terra dos caldeus; farei dela uma desolação perpetua.”  (Jeremias 25.11,12)

Muitos acontecimentos bíblicos (sempre ligados a Israel) estão relacionados a datas e tempos determinados.

- Cativeiro de Israel no Egito – 400 anos (Gn 15.13);

- Cativeiro de Israel na Babilônia – 70 anos (Dn 9.2);

- Tempo em que o Messias iria aparecer na terra para morrer –
483 anos desde a reconstrução de Jerusalém (Daniel 9.24-27);

- 2.300 tardes e manhãs até a purificação do Santuário - Daniel 8.14;

- 1.290 dias até o fim da abominação desoladora – Daniel 12.11;

- 1.335 dias de espera até a redenção final – Daniel 12.12;

- 390 anos para o fim da iniquidade de Israel; e

- 40 anos para o fim da iniquidade de Judá – Ezequiel 4.4-6.

Todas essas datas referem-se a Israel e nenhuma a Igreja Cristã. Em síntese:

1.º Quando se trata de Israel, Deus sempre revela os tempos calculados;

2.º Quando se trata da Igreja Cristã, não há data nenhuma, nenhum número. É um mistério. Na verdade, quando Paulo trata do assunto Igreja, costuma citar a palavra mistério.

“... e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou, para que agora seja manifestada, por meio da igreja, aos principados e potestades nas regiões celestes...” (Efésios 3.9,10)

“Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à igreja.” (Efésios 5.32)

Ao tratar com Israel, Deus calcula (e revela) os tempos. Com a Igreja, não (pelo menos, não são revelados).

Como em nossa época Deus está agindo por meio dos dois povos (Igreja e Israel – pois Israel está de volta à sua terra), os tempos voltaram a ser calculados, mas de uma forma camuflada. Como assim?

O fato é que Deus adora enigmas e a Bíblia está repleta deles!

“Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; decifrarei o meu enigma ao som da harpa.”  (Salmos 49.4).

“Abrirei a minha boca numa parábola; proporei enigmas da antigüidade...” (Salmos 78.2)

“... Para entender provérbios e parábolas, as palavras dos sábios, e seus enigmas.” (Provérbios 1.6)

“Também falei aos profetas, e multipliquei as visões; e pelo ministério dos profetas usei de parábolas.” (Oséias 12.10).

No ministério de Jesus na terra, Ele usou muitas parábolas (e muitas delas só serão plenamente entendidas no fim dos tempos – em nossos dias).

Mas os enigmas divinos existem para serem decifrados. E o segredo para isso é buscar a Deus, manter uma ligação (comunhão) estreita com Ele, ter fome pela verdade.

Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.” (Daniel 2.22)

O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança.” (Salmos 25.14)

"Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão." (Daniel 9.22,23)

Por causa de Israel, Deus costuma revelar os tempos, as datas; mas, em relação á Igreja, Ele age diferente (não revela data nenhuma). Como fazer quando você quer revelar algo e ao mesmo tempo quer ocultar? CODIFICA!

“A glória de Deus é ocultar certas coisas; tentar descobri-las é a glória dos reis.” (Provérbios 25.2, NVI)

Para comprovar essas afirmações vejamos a questão seguinte:

ALGUMA PROFECIA REVELA O ANO EXATO EM QUE ISRAEL RETORNARIA À SUA TERRA?

A ESTRANHA EXPERIÊNCIA PROFÉTICA DE EZEQUIEL - Capítulo 4

“Tu também deita - te sobre o teu lado esquerdo, e põe sobre ele a iniqüidade da casa de Israel; conforme o número dos dias em que te deitares sobre ele, levarás a sua iniqüidade. Pois eu fixei os anos da sua iniqüidade, para que eles te sejam contados em dias, trezentos e noventa dias; assim levarás a iniqüidade da casa de Israel.”
(Ezequiel 4.4,5)

“E quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito, e levarás a iniqüidade da casa de Judá; quarenta dias te dei, cada dia por um ano.” (Ezequiel 4.6)

“...Pois eu fixei os anos da sua iniqüidade, para que eles te sejam contados em dias..., te dei, cada dia por um ano.” (Ezequiel 4.5,6)

390 anos + 40 anos = 430 anos

Este não é um número qualquer, mas exatamente o tempo em que Israel viveu no Egito:

“Ora, o tempo que os filhos de Israel moraram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.” (Êxodo 12.40)

O futuro retorno de Israel é comparado à sua antiga saída do Egito:

“Portanto, eis que dias vêm, diz o Senhor, em que não se dirá mais: Vive o Senhor: que fez subir os filhos de Israel da terra do Egito; mas sim: Vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do norte, e de todas as terras para onde os tinha lançado; porque eu os farei voltar à sua terra, que dei a seus pais.” (Jeremias 16.14 -15)

Como essa estranha profecia de Ezequiel revela o ANO EXATO da Restauração Política de Israel?

A linguagem da profecia é muito clara em afirmar que o tempo da desgraça de Israel entre as nações será de 430 anos

E quando Ezequiel teve essa revelação Jerusalém ainda não tinha sido destruída por Babilônia (mas Israel já estava no cativeiro babilônico).

EM QUE ANO COMEÇOU O CATIVEIRO BABILÔNICO?

Daniel 1:1: "No terceiro ano do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá, chegou a Jerusalém Nabucodonosor, rei de Babilônia, e passou a sitiá-la.”

TERCEIRO ou QUARTO ano?

Daniel 1:1: "No terceiro ano do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá, chegou a Jerusalém Nabucodonosor, rei de Babilônia, e passou a sitiá-la." Os críticos têm questionado este texto, porque não parece concordar com Jeremias, que diz que o quarto ano de Jeoiaquim foi o primeiro ano de Nabucodonosor. (Jeremias 25:1; 46:2) Será que Daniel está contradizendo Jeremias?

Quando Jeoiaquim pela primeira vez foi constituído rei pelo Faraó Neco, (aprox. 608 a.C.), ele se tornou um fantoche daquele governante egípcio. Isto foi cerca de três anos antes de Nabucodonosor suceder a seu pai no trono de Babilônia, em 606 a.C. Logo depois, Nabucodonosor invadiu Judá e fez de Jeoiaquim um rei vassalo sob Babilônia. (2 Reis 23:34; 24:1) Para o judeu que vivesse em Babilônia, o "terceiro ano" de Jeoiaquim seria o terceiro ano de serviço deste rei como vassalo de Babilônia. Daniel escreveu deste ponto de vista. Jeremias, porém, escreveu do ponto de vista dos judeus que moravam lá em Jerusalém. De modo que se referiu ao reinado de Jeoiaquim como tendo começado quando Faraó Neco o fez rei.

Muitos historiadores e arqueólogos concordam que o ano da ASCENSÃO DE NABUCODONOSOR ao trono babilônico foi o mesmo ano em que houve a primeira deportação de judeus para a Babilônia.

Ou seja, entre os anos 606/605 a.C.

Um homem dedicou metade de sua vida à investigação de todos os detalhes matemáticos, arqueológicos, históricos e linguísticos da cronologia bíblica, especialmente do Antigo Testamento: Sir ROBERT ANDERSON – UM DETETIVE EM DOSE DUPLA

Entre o final do século XIX e inicio do século XX, ele trabalhou na Scotland Yard (famosa agência de investigação inglesa) como Comissário Assistente da Polícia Metropolitana e Chefe do Departamento de Investigação Criminal.

Ele foi responsável pela elucidação de vários crimes misteriosos e trabalhou como investigador até 1901, quando foi sagrado Cavaleiro e se aposentou, aos 60 anos de idade.

Sua obra cristã mais conhecida é o livro “O PRÍNCIPE QUE HÁ DE VIR”, uma investigação surpreendente e minuciosa sobre a impressionante profecias das 70 SEMANAS DE DANIEL. Ele foi um grande detetive em dose dupla; a serviço de Deus e da Scotland Yard.

Em sua monumental investigação, Anderson prova que o cativeiro babilônico começou no ano 606 a.C., o primeiro ano do reinado de Nabucodonosor.

“O terceiro ano de Jeoiaquim, de 1 de nisã de 606, até 1 de nisã de 605. Jerusalém é capturada por Nabucodonosor. (Daniel 1:1,2) Com esse evento a servidão a Babilônia iniciou, 490 anos (ou 70 semanas de anos) após o estabelecimento do Reino sob a liderança de Saul. ‘O quarto ano de Jeoiaquim, que foi o primeiro ano de Nabucodonosor,’ isto é, o ano que iniciou em 1 de nisã de 605 (Jeremias 25:1).”
(Fonte: “O príncipe que há de vir”, apêndice I, Tratado Cronológico e Tabelas, Sir Robert Anderson, disponível em http://www.espada.eti.br/principe-ap1.asp - acessado em 09/11/2012).

Primeira conclusão, com base na experiência profética de Ezequiel: as desolações de Israel entre as nações terminarão 430 anos após 606 a.C., isto é, no ano 176 a.C. Entretanto, nesta data (época dos Macabeus), Israel continuava oprimido pelos inimigos (no caso, pelo terrível rei sírio Antíoco Epifânio), e Jerusalém permanecia sob domínio dos Gentios. Não houve nada nesse período relacionado à profecia matemática de Ezequiel. Como entendê-la então?

OS MESMOS PRINCÍPIOS USADOS NA PROFECIA DAS 70 SEMANAS SÃO A CHAVE DO ENIGMA

Relembrando rapidamente a profecia mais espetacular da Bíblia (Daniel 9.24-27), em seus pontos principais:

1 – Deus disse que o cativeiro babilônico duraria 70 anos;

2 – Mas (devido à dureza do coração de Israel), haveria de castiga-los “7 vezes mais” (Levítico 26);

3 – Portanto, 70 anos vezes 7 é igual a 490 anos = Dentro de 490 anos, Israel seria redimido, na Vinda do Messias. Jesus, porém, veio e foi rejeitado pela nação israelita, prorrogando assim o prazo final da redenção desse povo.

Bem, algo bem parecido envolve a profecia matemática de Ezequiel. Vamos aos fatos.

Ano 536 a. C. (fim dos 70 anos do cativeiro babilônico). – Os judeus recebem a permissão para retornarem à sua terra. Porém, somente um REMANESCENTE retorna – o restante do povo prefere continuar vivendo sob o domínio do império Persa (aos olhos de Deus isso não é bom).

430 anos menos 70 anos = 360 anos.

SERÁ QUE A OUTRA PARTE DO POVO SÓ RETORNARÁ NO FINAL DOS RESTANTES 360 ANOS?

Como dito anteriormente, chegou o ano 176 a. C. (360 anos após 536), e NÃO ACONTECEU NADA relacionado ao RETORNO DOS JUDEUS À SUA PÁTRIA. Pelo contrário, nesse período, Israel sofreu nas mãos do cruel Antíoco Epifânio, rei da síria

Ou a profecia falhou ou a nossa interpretação da profecia está errada.

Antes de consideramos que houve uma falha da profecia é bom atentarmos para os seguintes fatores:

1 - Mesmo estando livres para voltarem para casa, a maioria do povo NÃO QUIS RETORNAR;

2 - Isso era contrário à vontade Divina;

3 - Esse ato de desobediência de Israel teria uma grave consequência.

CASTIGADOS 7 VEZES MAIS?

Levítico 26:18 – “E, se ainda com estas coisas não me ouvirdes, então eu prosseguirei a castigar-vos sete vezes mais, por causa dos vossos pecados.”

Levítico 26:21 – “E se andardes contrariamente para comigo, e não me quiserdes ouvir, trar-vos-ei pragas sete vezes mais, conforme os vossos pecados.”

Levítico 26:24 – “Eu também andarei contrariamente para convosco, e eu, eu mesmo, vos ferirei sete vezes mais por causa dos vossos pecados.”

Levítico 26:28 – “Também eu para convosco andarei contrariamente em furor; e vos castigarei sete vezes mais por causa dos vossos pecados.”

Os fatos bíblicos são claros: Deus haveria de castigar Israel 7 vezes mais, caso se rebelassem contra o mandamento divino.

Em Daniel Deus multiplicou os 70 anos sete vezes mais. Será que a mesma coisa se aplica aos 360 anos (430 – 70) de Ezequiel?

Será que esse fator “SETE VEZES MAIS” é a peça que faltava no quebra-cabeça profético?

Temos os seguintes fatos:

1 – Se multiplicarmos 360 anos por 7, teremos 2520 anos;

2 – O calendário profético bíblico tem 360 dias, 12 meses de 30 dias. O calendário de Israel era lunissolar. No calendário lunar, o ano tem 354 dias e no solar, 365. A média entre os dois é 360;

3 – Na profecia das 70 semanas revela-se que O Messias aparecerá em Israel (para morrer) dentro de 69 semanas de anos (69 x 7 = 483). 483 anos, no calendário solar são 476 anos. A demonstração é simples:

483 anos = 173.880 dias (360 x 483);

173.880 dias dividido por 365,2425* (duração exata do ano solar) = 476 anos! Nisso estão incluídos todos os chamados anos bissextos. E exatamente dentro de 476 anos (desde o ponto inicial definido na profecia), Jesus entrou em Jerusalém, montado num jumentinho.

*Atualmente, tendo à disposição instrumentos de medições altamente precisos, sabemos que a duração exata do ano solar é de 365,2425 (ou seja, 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 48 segundos).

4 – 2520 anos tem 907.200 dias.

2520 anos = 907.200 dias (2520 x 360).

907.200 dias dividido por 365,2425 (duração exata do ano solar) = 2483 anos! Nisso estão incluídos todos os chamados anos bissextos.

Enfim, se nossos cálculos (e interpretação) estiverem corretos, a dispersão de Israel entre as nações deverão durar 2483 anos! Vamos tirar a prova.

Fato 1 – O cativeiro babilônico de Israel (os 70 anos) começou no ano 606 a.C. e terminou no ano 536 a.C.;

Fato 2 – Se contarmos 2.483 anos a partir de 536 a.C., chegaremos, inevitavelmente, ao ano 1948!!!

O quê?!!! 1948?!!!

Existe algo de relevante em 1948 relacionado à profecia bíblica? COM CERTEZA!!!

Em 14 de maio de 1948 foi proclamada a INDEPENDÊNCIA DO ESTADO DE ISRAEL! Ou seja, um dos fatos mais chocantes da nossa época, relacionados à profecia bíblica (O RENASCIMENTO DE ISRAEL COMO NAÇÃO), ocorreu em 1948! NINGUÉM PODE NEGAR ISSO!

Sim! 1948! Aqui chegamos a um ponto surpreendente do nosso cálculo profético: O ANO EM QUE ISRAEL DEIXOU DE SER DOMINADO PELAS NAÇÕES!

Nós simplesmente aplicamos os mesmos princípios envolvidos na profecia das 70 Semanas à profecia matemática de Ezequiel e chegamos, tranquilamente, a esse resultado espetacular.

Senhoras e senhores, o ano da RESTAURAÇÃO POLÍTICA DE ISRAEL (1948) foi codificado profeticamente na Bíblia e ninguém é capaz de fazer algo parecido. Sim, em nenhum outro livro do mundo encontramos esse tipo de profecia.

“... diz o Senhor... diz o Rei de Jacó ... mostrai-nos as coisas futuras. Anunciai-nos as coisas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses;...” (Isaías 41.21-23)

As revelações e visões do futuro, dadas aos profetas de Israel, fazem o impossível se tornar possível, e provam, sem sombras de dúvidas, que o Deus deles É DEUS!

Moacir R. S. Junior – morganne777@hotmail.com


*Este estudo encontra-se detalhado (com imagens, gráficos e tabelas) no capítulo 44 da Enciclopédia Arquivo7, intitulado: “A EXATIDÃO MATEMÁTICA DA BÍBLIA - Parte 4”.