O BÁSICO PARA VOCÊ ENTENDER O ARQUIVO 7

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Tudo que você precisa saber para entender a principal linha de investigação do Arquivo7 - O BÁSICO SOBRE MATEMÁTICA BÍBLICA, SEGUNDO A TESE ARQUIVO 7.

sábado, 14 de dezembro de 2019

O ANO EXATO DA RECONQUISTA DE JERUSALÉM POR ISRAEL, EM 1967, FOI PROFETIZADO NA BÍBLIA?



Em um texto publicado recentemente neste site, demonstrei como profecias matemáticas na Bíblia revelam o ano exato da RESTAURAÇÃO POLÍTICA DE ISRAEL, em 1948 – em nossa época!

Uma das coisas que me deixou mais impactado foi descobrir que os mesmos princípios e padrões do juízo de Deus usados na surpreendente profecia das 70 semanas de Daniel, se aplicam na experiência profética de Ezequiel, que revela o tempo em que Israel estaria disperso entre as nações.

1 – Os anos de juízo sobre Judá (40 anos) e Israel (390) juntos perfazem um valor altamente significativo, 430, que foi o mesmo tempo em que Israel viveu no Egito, o tempo entre a Aliança de Deus com Abraão e a Aliança no Monte Sinai;

2 – Em Daniel 9, Deus multiplica os 70 anos do cativeiro por 7, levando a 490 anos;

3 – Em Ezequiel 4, Deus multiplica os 360 anos restantes (430 menos 70) também por 7, levando a 2.520 anos.

E QUANTO A JERUSALÉM?

Uma coisa ignorada por muitos estudiosos é que, nos textos proféticos existe mais de um período de 70 anos relacionado às DESOLAÇÕES DE ISRAEL. Segundo Sir Robert Anderson, em sua monumental obra “O PRÍNCIPE QUE HÁ DE VIR”, existe um período de 70 anos relacionado a SERVIDÃO e outro período de 70 anos chamado de DESOLAÇÕES.

Na verdade, ele disse, textualmente, o seguinte:

“As Escrituras assim distinguem três eras diferentes, todas em parte concorrentes, que vieram a ser chamadas de ‘o cativeiro’. Primeiro, a servidão; segundo, o cativeiro de Jeoiaquim; e terceiro, as desolações. ‘A servidão’ começou no terceiro ano de Jeoiaquim, isto é, em 606 AC, ou antes de primeiro de nisã (abril) de 605 AC, e foi trazida ao fim por um decreto de Ciro setenta anos mais tarde. ‘O cativeiro’ começou no oitavo ano de Nabucodonosor, de acordo com a era de seu reinado nas Escrituras, isto é, é 598 AC; e as desolações começaram em seu sétimo ano, em 589 AC*, e terminaram no segundo ano de Dario Histaspes - novamente um período de setenta anos.”

*Nota: Anderson conta o inicio das desolações de Jerusalém, a partir do seu CERCO, em 589 a.C., mas a data mais traumática para Israel foi 587 a.C., quando sua santa cidade e o Templo foram DESTRUÍDOS.

Em síntese, dois períodos proféticos de 70 anos, sendo:

1 – Um relacionado à TERRA DE ISRAEL (70 anos de SERVIDÃO); e

2 – Um outro período relacionado à CIDADE DE JERUSALÉM (70 anos de DESOLAÇÕES).

Em Daniel 9.2, o profeta está preocupado com os 70 anos das “DESOLAÇÕES DE JERUSALÉM”, não necessariamente com a TERRA DE ISRAEL (embora estejam interligados).

Observem as expressões: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.” (Daniel 9.25)

A ênfase da profecia das 70 semanas está sobre a cidade, não sobre a terra de Israel.

Mas deixando de lado esses detalhes (não conheci, até agora, ninguém que entende melhor sobre esse tema do que Robert Anderson), vamos voltar à questão que intitula este texto:

O ANO EXATO DA RECONQUISTA DE JERUSALÉM POR ISRAEL, EM 1967, FOI PROFETIZADO NA BÍBLIA?

          Os fatos, facilmente provados pela Bíblia e pela História, são:

          1 – Jerusalém foi destruída por Nabucodonosor, rei da Babilônia, no ano 587 a.C.;

          2 – Sua reconstrução começou 70 anos depois, isto é, em 517 a.C.;

          3 – Como provado no artigo anterior sobre este tema, 2.520 anos (do calendário bíblico profético) convertido para o calendário solar (contabilizando-se todos os anos bissextos), é igual a 2.483 anos;

          4 – E, se contarmos 2.483 anos a partir do ano 517 a.C. (isto é, 70 anos após a destruição de Jerusalém), chegaremos, inevitavelmente, ao ano de 1967, na nossa época.

          Qualquer cristão que tiver um pingo de conhecimento sobre profecias bíblicas e Israel sabe: em 1967, durante a famosa e espetacular GUERRA DOS 6 DIAS, Israel, em uma luta suicida contra muitas nações árabe-muçulmanas, RECONQUISTOU JERUSALÉM, após 25 séculos em mãos estrangeiras.

          É algo para estarrecer!

          Usando-se o mesmo padrão e cálculo em dois eventos diferentes (desolações da Terra de Israel e desolações da Cidade de Jerusalém), chegamos, sem sombras de dúvidas, aos anos 1948 e 1967, duas datas importantíssimas. Relacionadas a acontecimentos proféticos intimamente conectados ao chamado FIM DOS TEMPOS!

“Regozijai-vos com Jerusalém, e alegrai-vos por ela, vós todos os que a amais; enchei-vos por ela de alegria, todos os que por ela pranteastes;”
(Isaías 66.10)

E A MATEMÁTICA DA PROFECIA EM RELAÇÃO À SEGUNDA VINDA DE CRISTO?

          É uma pergunta inevitável, uma dúvida razoável. Mas, de acordo com os princípios proféticos explicados no artigo anterior (em relação a Israel, Deus revela tempos calculados, em relação à Igreja, não), NÃO TEMOS BASES SÓLIDAS PARA CONJECTURARMOS UMA DATA FUTURA PARA A SEGUNDA VINDA! Por essa razão, no Arquivo7 não nos preocupamos com isso.

          Explicando melhor: Se a qualquer momento, Israel levantar o III Templo, podemos buscar nas profecias matemáticas (e com certeza iremos encontrar) alguma predição (matematicamente codificada), mostrando a data exata desse evento. Mas, antes do tal acontecer, não podemos saber, pois vivemos na Era da Igreja e tal período foi uma INCÓGNITA para os profetas.

          Gosto de dizer que, em relação aos eventos futuros e a profecia matemática, tenho duas certezas:

          1 – Tenho certeza de que as DATAS EXATAS de TODOS os eventos futuros (apocalípticos) estão CODIFICADAS na Palavra de Deus;

          2 – Mas tenho certeza também que só conheceremos os detalhes dessa matemática profética DEPOIS que as coisas acontecerem. Portanto, nem perco o meu sono me preocupando com isso.

          Alguém poderia questionar: e qual a graça de só sabermos os detalhes dos fatos depois de acontecerem?

          Primeiro, é claro que muitos fatos do futuro estão claramente revelados na Palavra de Deus, pois Ele nos revelou tudo isso não para matar nossa curiosidade, mas para nos preparar e nos dar esperança no porvir;

Segundo, toda guerra possui seus segredos militares (muitas vezes isso é essencial por causa dos inimigos). A guerra em que estamos envolvidos é muito mais terrível. Deus não nos revela a data exata da Volta de Jesus não por causa do Seu povo, mas, com certeza, por causa do inimigo – podemos saber que certas coisas vão acontecer, não exatamente quando;

          Terceiro, na medida em que o tempo avança para o clímax, e os eventos proféticos vão se acelerando (e até se encaixando com a matemática da profecia), Deus fortalece e encoraja a fé do Seu povo, animando-os para a certeza do cumprimento exato e final dos eventos restantes.

          Quando começar, oficialmente, a GRANDE TRIBULAÇÃO (os 7 anos restantes das 70 semanas de Daniel, antes do Retorno de Cristo), então os dentre o povo de Deus que estiverem nela* (debaixo de perseguições terríveis), SABERÃO COM CERTEZA A DATA EXATA DA VOLTA DO SENHOR, pois:

          1 – Desde a assinatura entre o Anticristo com Israel e muitos povos (Daniel 9.27; Isaias 28.15-18, etc.), o mundo terá exatos 7 anos (ou 2.520 dias) até A VOLTA DE JESUS;

          2 – Dentro da Grande Tribulação são citados muitos números: 1.260 dias, 42 meses, 3 anos e meio, 1.290 dias, 1335 dias, etc.

*Sobre essa questão sou Pré-Tribulacionista (isto é, acredito que a Igreja de Jesus será arrebatada ANTES da Grande Tribulação, mas, independente disso, creio também que a análise profético-matemática que faço neste artigo pode ser aproveitada por cristãos Prés, Midis e Pós-Tribulacionistas).

          Por isso concluo parafraseando Lucas 12.37-38:

“Bem-aventurados aqueles servos, aos quais o senhor, quando vier, achar vigiando! ... Quer [Ele] venha na segunda vigília [quer o Arrebatamento seja PRÉ], quer [Ele venha] na terceira [quer o Arrebatamento seja MIDI ou PÓS], bem-aventurados serão eles, se assim os achar.”

Moacir R. S. Junior – morganne777@hotmail.com

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