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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O EFEITO BORBOLETA E A PROFECIA BÍBLICA


         A Humanidade vive hoje na expectativa de uma destruição nuclear, pois os arsenais disponíveis já são suficientes para se destruir dezenas de planetas iguais ao nosso, de uma só vez.

         É incrível que não faz nem 100 anos que o homem descobriu esse terrível poder de destruição em massa. A razão para ninguém mais conseguir dormir em paz é que a tecnologia da destruição está avançando na mesma proporção em que a maldade humana cresce. Pense na pior das armas nas mãos do pior dos homens e o cenário do pesadelo estará completo.

         Qualquer guerra pode começar quando menos se espera. A Primeira Guerra Mundial começou com um assassinato. Imagine! Aparentemente, um simples assassinato, colocou, dentro de pouco tempo, todo mundo em perigo.

         Um documentário de uma TV americana explicou: “Quando o cocheiro do arquiduque [Francisco Ferdinando, da Áustria] entrou na rua errada, o herdeiro do trono austríaco viu-se face a face com Gavrilo Princip [seu assassino]. Num átimo, todo o continente estava em guerra.” (Citado em O CÓDIGO DA BÍBLIA, editora Cultrix, 1997).

         Esse assassinato (ocorrido em 28 de junho de 1914), é aceito por todos os historiadores como o estopim que fez iniciar a Primeira Guerra Mundial. A morte violenta do herdeiro do trono austríaco provocou uma reação em cadeia. Ainda citando o documentário da TV americana PBS: Um historiador da Oxford, entrevistado no programa, disse que o assassinato do arquiduque deflagrou não só a guerra como também levou à Revolução Russa, em 1917.

         A produção do programa levantou uma questão: o que teria acontecido se a carruagem do arquiduque tivesse virado à direita em vez de virar à esquerda, ou seja, se não tivesse passado pela rua em que estava o nacionalista sérvio?

         Se o caminho do arquiduque não tivesse cruzado com o do assassino, provavelmente as coisas teriam ocorrido de uma forma diferente. Mas veja o que aqueles disparos provocaram, nas palavras do documentário:

         “Em 28 de julho de 1914, a Áustria declarou guerra à Servia. Mas uma guerra entre a Áustria e a Servia significava guerra entre a Áustria e a Rússia. Isso significava guerra entre a Rússia e a Alemanha. E isso significava guerra entre a Alemanha  e a França. E isso significava guerra entre a Alemanha  e a Grã-Bretanha. Num átimo, todo o continente estava em guerra.”

         Os físicos chamam a isso de “Efeito Borboleta”. É um dos fundamentos da popular Teoria do Caos (mais informações, faça uma pesquisa básica na Wikipédia). Em resumo, significa que uma pequena mudança num cenário, a simples alteração de um objeto de um lugar, pode levar a resultados inimagináveis.

         Uma antiga cantiga infantil dá um claro exemplo desse “Efeito Borboleta”:

Por falta de um prego, a ferradura se perdeu;
Por falta de uma ferradura, o cavalo se perdeu;
Por falta de um cavalo, o cavaleiro se perdeu;
Por falta de um cavaleiro, a batalha se perdeu;
Por falta de uma batalha, o reino se perdeu!

         Muitas vezes vemos em filmes sobre viagem no tempo que um dos personagens faz uma pequena alteração no passado e todo o futuro se altera.

         Isso provoca calafrios, mas é a pura verdade. A viagem no tempo? Não. Uma pequena mudança que pode provocar uma grande revolução. O que poderia ter acontecido, por exemplo, se a mãe de Hitler tivesse abortado? Será que a Segunda Guerra poderia ter sido evitada? Será que a não-existência de Hitler impediria a existência do Holocausto?

         Um dos pensamentos populares relacionados a esse tipo de coisa diz: “Pequenos gestos poderão provocar grandes mudanças.”

         O que o Efeito Borboleta tem a ver com a profecia, especialmente a profecia bíblica?

         As Sagradas Escrituras garantem que Deus vigia o cumprimento de Suas Palavras (Jeremias 1.11,12). Podemos pensar que para Deus cumprir Suas Palavras precisa mover céus e terra, provocar terremotos, ciclones, etc. Mas, acreditem, trocar uma simples cadeira de lugar pode provocar mudanças mais dramáticas do que um tornado.

         Para exemplificar, gostaria de citar três exemplos retirados diretamente das impressionantes profecias bíblicas:

         01 – E NÃO ERA PRA SOBRAR NENHUM...

         No capítulo 11 de 2 Reis, lemos que a perversa rainha Atália mandou destruir “TODA A DESCENDÊNCIA REAL DE JUDÁ”. Imagine isso! Um a um, todos os filhos de Judá, ligados à realeza, foram assassinados. Sabemos que Jesus é da descendência real de Judá. Se todos os filhos da realeza foram mortos, como provar que Jesus é da descendência real de Judá, por meio de Davi?

         Por que Deus não impediu esse horrendo massacre? Por que Deus não provocou um terremoto, mandou fogo do céu ou coisa parecida para proteger a linhagem real? Mas Deus estava atento. Ele não iria permitir que Suas Palavras caíssem por terra. Sua ação foi simples e secreta, mas de um efeito devastador para Atália.

         Logo que a matança da família real foi decretada, a Bíblia informa:

         “Mas Jeoseba, filha do rei Jorão, irmã de Acazias, tomou a Joás, filho de Acazias, furtando-o dentre os filhos do rei, aos quais matavam na recâmara, e o escondeu de Atália, a ele e à sua ama, de sorte que não o mataram. E esteve com ela escondido na casa do Senhor seis anos; e Atália reinava sobre o país.” (2 Reis 11.2,3).

         Sete anos depois, o pequeno Joás, com a idade de sete anos, foi ungido rei. Foi uma tremenda surpresa para Atália, que logo seria executada.

         Agora imagine o que poderia ter acontecido na história sagrada se Joás tivesse sido assassinado também? No mínimo, Deus teria que mudar seus planos e Satanás teria alcançado uma vitória, além de ter colocado Deus como um mentiroso. Isso revela quem realmente estava por trás de Atália, inspirando-a a exterminar a família real. Alguém queria impedir o nascimento de Jesus, mesmo muitos séculos antes de sua mãe nascer.

         02 – SEM FACEBOOK PRA ENGANAR A INSÔNIA...

         O clima estava pesado no reino da Pérsia, uns 500 anos antes de Cristo. Sobre os judeus pairava uma ameaça de morte, comandada pelo perverso Hamã, primeiro-ministro da Pérsia. Deus não poderia deixar que Seu povo fosse exterminado. O que Ele deveria fazer? Mandar fogo do céu, terremotos e granizo para aniquilar os inimigos dos judeus?

         Mais uma vez, O Deus de Israel agiu nos bastidores, em silêncio e sabedoria, usando uma estratégia surpreendente para começar a mudar os rumos do poderoso império Persa.

         “Naquela mesma noite fugiu do rei o sono; então ele mandou trazer o livro de registro das crônicas, as quais se leram diante do rei. E achou-se escrito que Mordecai tinha denunciado Bigtã e Teres, dois dos eunucos do rei, guardas da porta, que tinham procurado tirar a vida ao rei Assuero.” (Ester 6.1,2)

         O rei não conseguia dormir. Como não existia televisão ou internet naquela época, a única solução foi pedir para alguém fazer a leitura das chatas e cansativas crônicas do reino. O rei só queria dormir.

         Mas o mesmo Deus que providenciou a insônia do rei, também cuidou para que o secretário pegasse justamente o livro que continha um trecho contando do momento em que Mordecai, tio da rainha Ester, havia avisado o rei de uma conspiração e o livrado da morte. Tremendo!

         O rei mandou chamar Mordecai e a história foi rapidamente alterada. Isso levou, mais adiante, à salvação da raça judaica no império persa.

         03 – UM “IBGE” NA HORA CERTA

         Inicio da Era Cristã. José e Maria estão morando em Nazaré, uma cidadezinha de Israel. Maria está grávida. Os nove meses estão quase completos. Certamente, não há tempestade neste mundo que faça esse casal sair de Nazaré num período como esse. Maria tem que se conformar em ficar quieta em Nazaré. Qualquer festa em Jerusalém nestes dias pode esquecer José e Maria. Eles não sairão de Nazaré por nada.

         Mas eles estão se esquecendo de um detalhezinho de grande importância. Maria está grávida do Messias, o Salvador do mundo. Ele está pra nascer em Nazaré. Mas o profeta Miquéias, que viveu 800 anos antes, profetizou certa vez:

         “Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” (Miquéias 5.2)

         Opa! Que história é essa? Ele está falando do Nascimento do Messias? Espera aí! O profeta está dizendo que O Menino Rei nascerá em Belém? Belém fica do outro lado, um pouquinho distante de Nazaré. Se Maria está esperando O Messias, e se a profecia diz que Ele tem que nascer em Belém, mas Maria está em Nazaré, e sem um pingo de vontade de fazer uma viagezinha,... É hora da Providência Divina entrar em ação.

         “Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado. Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirínio era governador da Síria. E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. Subiu também José, da Galiléia, da cidade de Nazaré, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam ali, chegou o tempo em que ela havia de dar à luz, e teve a seu filho primogênito;...” (Lucas 2.1-7a).

         Certo dia, o imperador romano César Augusto levantou-se da cama com uma idéia: “TÁ NA HORA DE FAZER UM NOVO CENSO, MINHA GENTE!”

         E pra realização desse recenseamento, as pessoas deveriam voltar às suas cidades de origem. E José e Maria eram de onde mesmo? Belém! A profecia se cumpriu ao pé da letra.

“Então me disse o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.” (Jeremias 1.12)

Moacir R. S. Junior – morganne777@hotmail.com

2 comentários:

  1. moacir tenho um enigma pra vc decifrar , já que adora números. O que vc acha da seguinte data: 13/03/2013 ? E qual a relação dela com o número 266?

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    1. Algo a ver com a eleição do novo papa, que é o 266.º na contagem de alguns?

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