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quarta-feira, 6 de junho de 2012

NADA PODEMOS CONTRA A VERDADE – Parte 1


Se existe uma praga intelectual nos dias atuais chama-se “verdade relativa”. A gente paga caro para que nossos filhos possam entrar numa Universidade e mais caro ainda para mantê-los lá dentro. E, apesar de todo esforço, pensando que lá os garotos vão crescer em conhecimento, descobrimos estarrecidos que tudo que estão aprendendo é que “NÃO EXISTE VERDADE ABSOLUTA”, ou, numa versão mais popular (e ainda mais deprimente): “A VERDADE É RELATIVA”.

Nessa mania moderna do “politicamente correto”, do respeito às diferenças, do pluralismo religioso, do “todo mundo ta certo”, a verdade é apenas uma questão de opinião. O que eu acho certo é certo, o que você acha errado, é errado. O padrão da moralidade tornou-se os nossos próprios pensamentos decaídos.

Mas, como disse o sábio Salomão, “Não há nada de novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1.9), pois houve uma época em Israel muito parecida com a nossa:

Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos.” (Juízes 21.25).

Mas, será que a verdade é mesmo relativa? Você apostaria sua vida nisso? Antes de tentarmos encontrar a resposta certa, descubra primeiro quais das frases abaixo é verdadeira, pois só existe UMA, APENAS UMA.

a) Todo mundo está certo.

b) Todo mundo está errado.

c) Todo mundo está certo e todo mundo está errado.

d) Ninguém está certo e ninguém está errado.

e) Algumas pessoas estão certas e algumas pessoas estão erradas.

Mas como poderemos saber o que é certo, o que é verdadeiro? Afinal, somos meros seres humanos. Se, em relação a alguma coisa, eu afirmo que estou certo e que amigo está errado, não estarei sendo arrogante? Como poderemos saber a verdade?

Mas o que é a verdade? O dicionário Aurélio define assim: “Conforme com o real. Exatidão. Realidade.” Verdade é aquilo que é. O teólogo Norman Geisler fez a seguinte definição: “Dizer a verdade é dizer aquilo que é.” Há 2000 anos o político romano Pôncio Pilatos perguntou, diante de Jesus: “O que é a verdade?” (João 18.38). Será que ele estava sendo sincero? Será que ele estava apenas tentando se esquivar da responsabilidade? Será que ele não sabia mesmo o que era a verdade? Ou você acha que este artigo está tendo interrogações demais?

Bem, se a verdade existe, a melhor ferramenta intelectual que temos para detectá-la chama-se LÓGICA. Sem entrar em definições acadêmicas, basta dizer que Lógica é um método intelectual infalível que nos permite diferenciar os raciocínios corretos dos errados. Você pode até ter franzido a testa quando eu disse que a Lógica é um método intelectual INFALÍVEL. Pois eu vou provar que é.

De todas as leis da Lógica, os estudiosos (desde Aristóteles) costumam destacar três, como sendo LEIS FUNDAMENTAIS ou PRIMEIROS PRINCÍPIOS. Qualquer ciência TEM QUE começar por elas.

1.ª - LEI DA IDENTIDADE – Esta lei simplesmente ensina que tudo tem uma identidade. Você é você e não outra pessoa. Uma maçã é uma maçã e não um prego. Pode parecer uma lei simples, “besta”, mas ela é infalível.

2.ª - LEI DO TERCEIRO EXCLUIDO – Ensina que: ou uma coisa é ou não é. Não existe 3.ª opção. Ou você está lendo isto aqui, ou não está lendo.

3.ª - LEI DA NÃO-CONTRADIÇÃO – Você não pode estar lendo esta frase agora e (ao mesmo tempo e no mesmo sentido) não estar lendo. Toda afirmação auto-contraditória não pode ser verdadeira. Qualquer declaração que não possa ser afirmada (porque contradiz a si mesma) deve ser falsa. Por exemplo, um brasileiro falando (em português) e dizendo: “Não consigo falar uma só palavra em português”.

Estas três leis fundamentais da Lógica são inegáveis e todas são confirmadas na Bíblia:

1.ª - LEI DA IDENTIDADE – “Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU.” (Êxodo 3.14)

2.ª - LEI DO TERCEIRO EXCLUIDO – “... quem não é comigo é contra mim.” (Mateus 12.30)

3.ª LEI DA NÃO-CONTRADIÇÃO – “Nenhuma mentira vem da verdade.” (João 2.21). O apóstolo João nos dá um exemplo clássico: “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, não pode amar a Deus, a quem não viu.” (1 João 4.20).

É impossível contestar a existência da Lógica. Quem diz “NÃO EXISTE LÓGICA”, inevitavelmente está usando algum tipo de Lógica para concluir isso.

É impossível contestar a existência da Verdade. Quem diz “A VERDADE NÃO EXISTE”, quer que acreditemos que o que ele diz é verdade.

Bem, agora estamos preparados para descobrir quais das cinco alternativas apresentadas acima é verdadeira.

a) Todo mundo está certo.

Será?

Os Cristãos gritam: JESUS MORREU NA CRUZ E RESSUSCITOU!

Os Muçulmanos gritam: JESUS NÃO MORREU NA CRUZ E NÃO RESSUSCITOU!

Muitos Ateus gritam: JESUS NUNCA EXISTIU!

Conclusão – É evidente que os três grupos não podem estar certos ao mesmo tempo e no mesmo sentido (Lei da Não-Contradição).

b) Todo mundo está errado.

Será?

Quem afirma “TODO MUNDO ESTÁ ERRADO”, também faz parte do mundo. Portanto,

- Se a frase dele for verdadeira, ele também está errado, pois faz parte do mundo;

- E se a frase dele for falsa, inevitavelmente, ele está errado.

Conclusão – Quem diz que todo mundo está errado, também está errado e gera uma frase auto-contraditória, ferindo a Lei da Não-Contradição.

c) Todo mundo está certo e todo mundo está errado.

Será?

Todo mundo não pode estar certo e errado ao mesmo tempo e no mesmo sentido. É uma tremenda frase auto-contraditória.

Conclusão - Falsa, falsa, falsa!

d) Ninguém está certo e ninguém está errado.

Será?

Nesse caso, esse “ninguém” está como? Meio certo e meio errado?

Como é que alguém pode estar certo e errado ao mesmo tempo e no mesmo sentido? Quanto é 3 + 4? Qualquer que seja sua resposta, só existem duas alternativas: Você errará ou acertará. Não existe terceira opção (Lei do Terceiro Excluído).

Conclusão – Falsa, falsa, falsa!

e) Algumas pessoas estão certas e algumas pessoas estão erradas.

Será?

É claro! Se alguém afirma que 3 + 4 é igual a 7, ele está certíssimo, e quem contestar está erradíssimo (A gramática do meu computador aceitou certíssimo e rejeitou erradíssimo – até que tem lógica: certíssimo está certo e erradíssimo está errado. Vai entender essa nossa língua).

Finalizando, imagine uma cena com duas pessoas, um homem e uma mulher. O homem afirma: “3 + 4 É igual a 8!” A mulher contesta: “3 + 4 NÃO É igual a 8!”

só existem DUAS opções para DUAS pessoas com CRENÇAS OPOSTAS:

1 – Ele está CERTO e ela está ERRADA;

2 – Ele está ERRADO e ela está CERTA.

Não existe opção 3 (OS DOIS ESTÃO CERTOS) e nem opção 4 (OS DOIS ESTÃO ERRADOS).

Se é verdade que existe o CERTO e o ERRADO nossa busca pela Verdade não é uma busca sem sentido. E, se é impossível contestar a existência da Verdade, não adianta lutar contra ela.

E Pilatos? Será que 2000 anos depois, usando um pouco de Lógica, podemos ser capazes de provar que ele mentiu quando deu a entender que não sabia o que era a verdade?

“Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? E dito isto, de novo saiu a ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum.” (João 18.38).

Como é que Pilatos poderia considerar Jesus inocente se ele não sabia o que era verdade?
Pilatos podia não saber TODA a verdade, mas não poderia desconhecer a existência dela, já que ele SABIA que Jesus era inocente.

PORQUE NADA PODEMOS CONTRA A VERDADE, PORÉM, A FAVOR DA VERDADE” (1 Coríntios 13.8)

Moacir Junior - morganne777@hotmail.com

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